Como evitar a descamação do couro cabeludo, típica dos meses mais frios

Para muitas pessoas, a chegada do outono pode representar um verdadeiro pesadelo capilar. Basta as temperaturas baixarem para o couro cabeludo começar a coçar e descamar. Quais os motivos e os tratamentos para dar fim à temida caspa.

Segundo Marcela Buchaim, do Studio TEZ SPA do Cabelo (SP) e o médico dermatologista Adriano Almeida, a descamação do couro cabeludo nessa época se deve a vários fatores.

Nos dias mais frios, a glândula sebácea é menos estimulada. Por isso, o manto hidrolipídico (gordura que protege o couro cabeludo) tem uma reposição bem menor que no verão. Além disso, essa gordura é removida nos banhos muito quentes e na secagem excessiva. A baixa umidade do ar, que acontece nesta época do ano, também colabora para este ressecamento. Quem já tem o couro cabeludo e fios mais secos, sofre mais com essa descamação. 

Quem tem os fios mais oleosos também não está livre da caspa agravada pelo clima mais frio. No outono e no inverno, esse tipo de couro cabeludo está mais propenso à descamação causada por infecção por fungos - agravada pelo abafamento da região pelo sebo e até pelo uso de bonés e gorros.

Como tratar
Segundo os profissionais, os produtos específicos no combate à caspa presentes no mercado ajudam a equilibrar o ecossistema capilar e podem ajudar a combater o problema nos dois casos. O consumidor deve procurar xampus e condicionadores à base de ômegas reparadores 3, 6 e 9 (como óleo de framboesa e de copaíba), zinco, ácido salicílico, algas marinhas, alecrim, jojoba, hortelã e hamamélis. Para os quadros de infecção por fungos, são indicados produtos com ação fungicida. O médico indica o uso duas vezes por semana, não só nas pontas, como na raiz dos cabelos. 

Além do frio
Os especialistas lembram, ainda, que colorações, alisamentos, uso de produtos ácidos ou básicos, hábitos inadequados (como lavar o cabelo com sabonete em barra, que tem PH extremamente alto), dermatite e alergia cosmética também podem provocar ressecamento e consequente descamação."As mulheres na menopausa também são vítimas, já que diminui a produção do hormônio estrógeno, o que afeta a lubrificação do couro cabeludo", lembra a tricologista.

Nos casos mais crônicos, Marcela diz que é preciso fazer um diagnóstico com o tricoscópio para identificar qual o tipo de descamação e escolher o melhor tratamento a ser seguido, como a oligoterapia, que repõe vitaminas e minerais.

Site UOL

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